segunda-feira, 5 de março de 2012

Como alunos de EaD utilizam Mídias Sociais digitais


Após a palestra que apresentou os resultados parciais de uma pesquisa canadense sobre o perfil tecnológico e o interesse de estudantes de cursos a distancia a utilizar médias sociais digitais para aprender, vários pontos emergiram da discussão. Gostaria de apresentar-lhes alguns dados já que os artigos (em fr, pt) estão no forno.

Primeiro, estes alunos tem um perfil tecnológico interessante no qual temos que considerar a existência de diferentes gerações que atualmente estudam em cursos a distancia: imigrantes digitais X nativos digitais. Nativos este que hoje são chamados de geração Y e não mais C.
Como no vídeo abaixo, para esta nativa digital a revista é um iPad que não funciona.



Variável gênero e Idade: Na geração Y (16-24) os homens tem preferência em usar sites de redes sociais para aprender. Sobre a questão do gênero, existem vários estudos que discutem o perfil tecnológico e sua relação com o nível de competência TIC dentre outros aspectos. Os homens na maiorias dos estudos, se sentem mais a vontade em utilizar as TIC que as mulheres. Estas por sua vez se sentem mais ansiosas ao usarem as mesmas.

Preferência de mídias: Em geral, os softwares que suscitam mais interesses são sites de compartilhamento de vídeos (youtube), sites de redes sociais (facebook, orkut) e sites de compartilhamento de fotos (flick).

Os estudantes na EaD com possuem mais idade, tem mais interesse em usar as mídias sociais digitais para aprender que a geração Y.  Temos o mesmo resultado, no que se refere ao interesse em usar as mídias sociais digitais para colaborar com colegas em classe. 
Os jovens se limitam as usar certas mídias sociais, já “tradicionais” (facebook) para fins pessoais e de lazer. 




terça-feira, 20 de dezembro de 2011

mídias sociais e democracia eletrônica

Recentemente o professor Vandeir Matias me convidou a ler uma reportagem sobre sua tese de doutorado na UFMG. Ao lê-la não me contive e gostaria de compartilhar algumas idéias.

A tese do professor sobre a "democracia eletrônica" é inovadora tanto na discussão, quanto no aspecto metodológico. Neste último, o professor utilizou o Google Analytics que ajudou a identificar os traços do usuário no site da prefeitura de BH. A análise de traços na internet (etnografia virtual) é uma abordagem sociológica raramente usada na educação, porém muito difundida nos estudos sociológicos sobre conectividade na internet (ver teoria de análise deredes sociais no INSA).

A tese confirma um fato sabido, a de que cultura digital é intrínseca na vida dos jovens. Eles a  utilizam naturalmente - por exemplo a participação no orçamento participativo digital relatada na tese.

Ainda sobre a discussão do uso de mídias sociais pelos jovens, o debate da UNESCO em 2010 (2010) revela que  elas permitem aos jovens de se exprimirem livremente e reforça os laços sociais e políticos.

Parabéns pela tese!

Link da tese: http://www.ufmg.br/online/arquivos/022113.shtml

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Midias sociais (digitais ) e sites de redes sociais - definição do termo

Nas minhas leituras e bate papos encontro freqüentemente uma confusão entre mídias sociais (youtube, wiki, blogues, facebook, orkut, etc) e sites de redes sociais (facebook, orkut, myspace).
Quando se trata de definir sites de redes sociais, a socióloga Danah Boyd é a mais citada na literatura, seja ela  anglo-saxônica ou francofônica.  Seus estudos sobre mídias sociais e sua utilização pelos jovens americanos são reconhecidos pela comunidade científica. A esse assunto, sugiro também a leitura de Ito (2008) o primeiro a fazer um estudo empírico sobre novas mídias sociais e que tinha na sua equipe de pesquisadores a Danah.


Bom, o artigo Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship publicado por Danah é o mais citado para a definição de sobre sites de redes sociais. Atenção, sites de redes sociais são mídias sociais (digitais),mas nem toda mídia social (digital) é considerada um site de rede social. Parece bobagem, mas é preciso estar atento para essa pequena nuance de termos, sobretudo na academia. Assim como nem todos sites são sites de redes sociais (Boyd, 2008). Por exemplo, Youtube. Vamos ver a definição, assim fica mais claro. 


" We defi ne social network sites as web-based services that allow individuals to 
(1) construct a public or semi-public profi le within a bounded system, 
(2) articulate a list of other users with whom they share a connection, and 
(3) view and traverse their list of connections and those made by others within the system.”(Boyd e Ellison, 2008)


Particularmente, em minha these, uso esta definição, mas agrego a contribuição de Stenger, T., & Coutant aque acrescentam uma 4a característica a esses tipo de sites:
(1) de construire un profi l public ou semi-public au sein d’un système, 
(2) de gérer une liste des utilisateurs avec lesquels ils partagent un lien,
(3) de voir et naviguer sur leur liste de liens et sur ceux établis par les autres au sein du système, et
(4) fondent leur attractivité essentiellement sur les trois premiers points et non sur une activité particulière.


Concluindo, porque por exemplo, Youtube  é uma mídia social mais não é um site de rede social?
Resposta: Porque ele não permite realizar os três pontos acima (ao mesmo tempo):  construir um perfil público ou semi-público dentro de um sistema, gerenciar uma lista de usuários com quem partilham uma relação, ver e pesquisar sua lista de conexões e aquelas feitas por outros dentro do sistema.
Youtube é um site para colocar publicar vídeos. Ele se concentra em uma atividade particular

Ao acrescentarem essa 4a característica, Stenger, T., & Coutant (2009, 2010)  argumentam que a definição do termo trazida por  Boyd e Ellison (2008) é técnica e desconsidera o caráter social deste tipo de sites. Neste sentido, os autores propõem o termo : redes sociodigitais (réseaux socionumériques) do que redes sociais digitais, justificando que dessa forma, o termo considera a dimensão técnico de Boyd e Ellison (2008), mas também dá ênfase à dimensão "social" que estes tipos de sites aportam.



Referências:


 Boyd, D. M., & Elison, N. B. (2008). Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship. Journal of Computer-Mediated Communication, 13(1), 210-230. doi: DOI: 10.1111/j.1083-6101.2007.00393.x.




Sites:
http://www.danah.org/


http://www.danah.org/papers/talks/Pearson2007-French.pdf

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Guia das tecnologias emergentes para aprendizagem - George Siemens

Bonjour, ontem recebi esse presente de uma amiga e resolvi compartilhá-lo com vcs.

Trata-se do texto de  Siemens e Tittenberger (2009), intitulado Guia das tecnologias emergentes para aprendizagem - Handbook of emerging Technologies for Learning.

http://umanitoba.ca/learning_technologies/cetl/HETL.pdf

A leitura desse texto além de riquíssima nos faz refletir sobre os processos de ensino e de aprendizagem nos tempos atuais. Tempo esse, cercado de tecnologias emergentes como as mídias sociais permitidas pela Web 2.0, e des discussões sobre as novas formas de aprendizagem utilizadas por seus usuários.

A título de conclusão, os autores ressaltam que a escola ao longo das últimas décadas tem sido definida pela discussão do conteúdo (O que ensinar? como ensinar e com qual com tipo de abordagem?)  ao invés de se preocupar com o processo de aprendizagem, a concepção e sua execução num mundo tecnológico, hiper conectado. Segundo eles um maior uso das tecnologias emergentes na escola, podem servir como uma ponte entre  o modelo tradicional de educação  e a escola do futuro que ainda não sabemos qual é.

Boa leitura e bom fim de semana.
Sirléia Rosa

sábado, 20 de agosto de 2011

Teoria do Pequeno mundo e Redes Sociais - qual é a relaçao?

O que é  rede social?
 
O conceito de rede social é tão antigo quanto pensamos. A web 2.0 não só apenas tornou o conceito mais popular, através da mídias sociais como o orkut, facebook, e etc, mas também inspiraram e inspiram pesquisadores a aprofundarem estudos a esse respeito e nos ajuda a "provar" de forma concreta através de links virtuais a teoria do pequeno mundo. *

Bom, vamos por parte, o que é realmente rede social, ou melhor, o que significa o termo "pequeno mundo"? 
Tal termo foi usado pela primeira Joh Barnes (1954), mas foi Milgram (1967) que operacionalizou a pesquisa de Barnes, através da experiencia que ele intitulou "pequeno mundo".

Vamos começar por Barnes, que foi ele, o que ele fez?
De acordo com (Lefebvre, 2005) e (Merckle, 2004), o inventor do termo "rede social" é o sociólogo John Barnes, que em 1954 publicou um artigo na revista científica antropóloga britânica Human Relations -  sobre a organização social dos habitantes de Bremmer Noruega. Seu objetivo era explicar a organização social de uma pequena comunidade, através da análise do conjunto de relações que seus membros possuíam uns com os outros. Tentando compreender as estrutura desses relacionamentos, Barnes descobre que se um indivíduo A tem uma relação com o indivíduo B, e uma outra relação com um indivíduo C, é mais provável que B e C estejam também em relação.

" Ele também observa que na população norueguesa desta ilha, todos os indivíduos podem ser indirectamente ligadas por uma corrente que provavelmente não possui mais do que quatro relações de conhecimento mútuo. [...] As pessoas estão relacionadas também aos seus familiares e amigos espalhados por toda a Noruega, e na verdade em todo o mundo "(Barnes, 1954: 43,52 em Merckle (2004: 12) - livre tradução
(fonte: ROSA, Sirléia (2010) Projeto de pesquisa doutorado. UdeM)

Milgram (1967), então,  inspirado nos estudos de Barnes, operacionalizou o estudo do mesmo (citado acima), através da experiencia intitulada "pequeno mundo".
A conclusão desta experiencia, é que existem 6 graus - intermediários/pessoas - que nos separam de um estranho, ou melhor dizendo, alguém que não conhecemos, mas é conhecido de alguém, que de certa forma, tem ligação com a nossa rede pessoal de contatos.

A experiencia: Milgram (1967) enviou cartas a 60 aos participantes da pesquisa moradores da cidade de Omaha, Nebraska. Ele pediu a cada um para encaminhar a carta a um corretor de valores que morava na cidade de Sharon, Massachusetts. Os participantes só podiam passar as cartas, de mão em mãos, a amigos pessoais que eles acreditavam serem capazes de ajudar no objetivo: entregar a carta no endereço indicado. Resultado, apenas três cartas chegaram ao seu destino.


Voilá! Foi John Barnes que utilizou o termo pela primeira vez e inspirou e inspira, até hoje experiência como a que a Facebook nos convida a fazer :
http://smallworld.sandbox.yahoo.com/index.php?lang=pt


A imagem abaixo, exemplifica a teoria do pequeno mundo, como disse operacionalizada por Milgram (1967), ressalto, termo usado pela primeiro vez por John Barnes (1954)

Mídias Sociais:





Para o próximo post vamos tentar definir o conceito de redes sociais.

Referências:
Barnes, J. (1954). Class and Committees in a Norwegian Island Parish. Human Relations, 7, 39-58.

Lefebvre, A. (2005). Les réseaux sociaux - pivot de lʼinternet 2.0 (MM2 Editio.). Paris. 

Mercklé, P. (2004). Sociologie des réseaux sociaux (p. 121). Paris: Éditions la Découverte & Syros.

Milgram, S. (1967). The Small World Problem. Psychology Today, 1(1), 61-67.
 Video: O que é rede social: http://www.youtube.com/watch?v=ty9xmwMnqtg&feature=related
(interessados nos textos, façam contato)

* Yahoo -  Experimento Small World: http://smallworld.sandbox.yahoo.com/index.php?lang=pt

(interessados nos textos, façam contato)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pierre Lévy discute a aprendizagem das redes digitais no Ciclo USP 2.0

Mais uma dica da Amanda T - " O segundo encontro do Ciclo USP 2.0 recebe o autor e professor Pierre Lévy, referência internacional nos estudos da cibercultura, do virtual e da inteligência coletiva. Lévy vai ministrar a conferência “A Aprendizagem no contexto das Redes Digitais" às 14 horas, no auditório Camargo Guarnieri, na Cidade Universitária (SP)" fonte: http://iptv.usp.br
Clique aqui para ver a Transmissão

 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

E-book Para Entender as Mídias Sociais

Olá pessoal,
reparei hoje na indicação de um livro, feito pela Amanda Tolomelli (UEMG). O livro se chama: Para Entender as Mídias Sociais. Disponivel para download no link abaixo (clique na figura), segundo os autores " o livro traz textos curtos que abordam temas transversais ao universo das redes de relacionamento, com o objetivo de estimular o debate e o compartilhamento de boas práticas " .

Na sua opinião, quais tópicos vc gostou no livro e sobre qual gostaria de aprofundar ou que não está presente no livro?